Em termos simples, podemos entender a prevenção de perdas como uma estratégia organizacional que abarca um conjunto de medidas e processos voltados ao combate, à prevenção e à redução de todo e qualquer tipo de perda ao qual uma organização está sujeita. Em se tratando do setor supermercadista, não é diferente.

A verdade é que, no varejo, as perdas são comumente tão expressivas e atingem a economia de tal forma que uma associação nacional foi criada com a finalidade de encontrar meios de evitar os prejuízos. Trata-se da ABRAPE — Associação Brasileira de Prevenção de Perdas —, que visa contribuir de forma estratégica, zelando pela sustentabilidade e pela elevação da rentabilidade dos negócios.

No entanto, o que efetivamente se pode entender como prevenção de perdas? De que forma essa estratégia é útil aos supermercados? Como elaborá-la de maneira eficiente? Muitas são as dúvidas relativas à temática e, neste post, o nosso intuito é sanar as principais. Continue a leitura!

O que realmente se pode entender por prevenção de perdas?

Em complementação à definição inicial, é possível dizer que, no segmento supermercadista, a estratégia de prevenção de perdas abarca desde o planejamento e a organização de gôndolas até a fiscalização com fins de prevenção de furtos. Afinal, no âmbito varejista — a depender da dimensão do estabelecimento e do nicho — há algumas situações que são mais comuns do que outras. Nesse sentido, em se tratando de supermercados, é possível citar:

  • furtos, que, mesmo que envolvam pequenas quantidades, podem chegar a somar um valor expressivo;
  • troca de embalagens e/ou de etiquetas, de modo que ocorre a substituição de um preço mais elevado por outro mais reduzido, o que, com recorrência, tem o potencial de gerar prejuízos significativos;
  • consumo no interior do supermercado, o que ocorre quando os clientes violam as embalagens das mercadorias e consomem itens alimentícios, via de regra, sem passá-los no caixa posteriormente;
  • vencimento de produtos, haja vista que, após a expiração do prazo de validade, o item deve ser descartado, o que se torna uma perda irremediável;
  • as avarias e os danos que, no dia a dia, geralmente durante o manejo das mercadorias ou em razão da estocagem inadequada, ocorrem;
  • deteriorações, que se diferenciam dos itens com o prazo de validade expirado porque, nesse caso, estão relacionadas a mercadorias que estragaram antes mesmo do vencimento;
  • falhas administrativas, que pode abarcar, na verdade, inúmeros deslizes, como falta de organização, precificação imprópria, erros no registro, controle inadequado de estocagem, manutenção de procedimentos já obsoletos etc.

Qual é a importância dessa estratégia organizacional para o setor supermercadista?

Considerando que, segundo um levantamento publicado em 2020 pela ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) — a 20ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados —, as perdas no setor representaram, aproximadamente, 1,82% do faturamento bruto relativo ao ano de 2019, o primeiro ponto que se pode destacar em termos de relevância da estratégia é o consequente crescimento do lucro operacional. No entanto, os benefícios não cessam aí.

Ao implementar ações nesse sentido, geralmente, são agregados medidores de desempenho, processos e informações que visam alcançar o resultado projetado. Nesse contexto, medidas preventivas são colocadas em prática, recursos tecnológicos são adotados e os colaboradores que compõem o quadro de pessoal do estabelecimento são conscientizados. Como resultado, podemos observar:

  • a potencialização e a elevação da margem lucrativa do supermercado;
  • a redução de desperdícios, fraudes e furtos;
  • a diminuição e a eliminação de despesas desnecessárias;
  • o combate, a prevenção e eliminação de perdas em potencial.

De que maneira é possível traçar uma ação de prevenção de perdas eficiente?

A seguir, elencaremos uma série de boas práticas que podem ser internamente adotadas em prol da prevenção de perdas em supermercados. No entanto, há que se destacar um ponto fundamental: qualquer que seja a medida implementada, é fundamental que ela seja contínua e “abraçada” por toda a equipe. Apenas dessa forma é viável tornar a estratégia inerente à cultura organizacional e garantir a sua efetividade no estabelecimento.

É altamente recomendável que haja um profissional que assuma a responsabilidade pela prevenção de perdas. O intuito é que a sua atuação seja voltada à identificação de falhas no sistema de segurança, por exemplo, e à posterior busca por uma solução para evitar quaisquer extravios de mercadorias. Em simultâneo, é imprescindível dispor de um software de gestão que faça a integração de dados e o auxilie a:

  • estimar a demanda de produtos;
  • monitorar o estoque;
  • cadastrar o mix de produtos;
  • acompanhar o giro das mercadorias;
  • viabilizar a consulta dos dados dos fornecedores, a fim de tornar o processo de reposição mais célere.

Adote soluções de segurança

Vivemos uma era de transformação digital na qual novos recursos surgem em um ritmo acelerado, de modo que tornar a tecnologia uma aliada deixou de representar uma vantagem competitiva e se tornou uma medida imprescindível. O mercado, hoje em dia, dispõe de uma ampla oferta de soluções voltadas ao setor varejista, então, invista em equipamentos de alta qualidade e que ajudarão na identificação de eventuais infratores, como câmeras de alta definição.

Mais uma boa prática nesse sentido é utilizar estantes com portas de vidro e caixas em acrílico para a exposição das mercadorias de maior valor.

Tenha uma gestão de estoque eficiente

A manutenção de um nível de estoque ideal é algo vital para a prevenção de perdas, afinal, mercadorias “encalhadas” geram custos relativos à estocagem e, eventualmente, prejuízos por deterioração, enquanto a ausência de determinados itens de grande saída representa a perda de vendas. Para evitar esse cenário, é altamente recomendável adotar um software que viabilize o controle do inventário.

Treine o seu quadro de pessoal

Ainda no processo de admissão, é imprescindível que os funcionários tomem ciência das normas da empresa, sendo, inclusive, alertados sobre os impactos que o cometimento de atos ilícitos pode provocar em âmbito pessoal e profissional. Além disso, é fundamental oferecer uma capacitação adequada a esses profissionais, de modo que eles estejam aptos a notar condutas suspeitas e a agir diante delas.

Como você pôde ver, a prevenção de perdas é uma estratégia organizacional que deve ser cuidadosamente implementada em todo estabelecimento do segmento varejista, a fim de evitar prejuízos à lucratividade. Contudo, para garantir a sua eficácia, é imprescindível adotar boas soluções de segurança, investir em tecnologia e contar com a aderência do quadro de pessoal em relação às boas práticas implementadas.

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