Uma ferramenta de visual merchandising altamente utilizada por parte dos gestores para atrair a atenção dos clientes para os produtos e, consequentemente, elevar o número de vendas, o planograma de supermercado é, basicamente, um planejamento estratégico voltado à exposição dos itens comercializados. Unindo-o à organização das mercadorias por categoria, torna-se viável planejar toda a disposição do estabelecimento de modo a agradar ao público.

Ou seja, a partir de um planograma bem-feito, você consegue “personalizar” o seu supermercado levando em consideração as preferências e os interesses daqueles que o frequentam. Quer entender mais sobre esse conceito, descobrir por que é tão útil ao estabelecimento e, por fim, compreender como elaborá-lo a partir de dicas-chave? Continue a leitura deste post e tenha as suas principais dúvidas sanadas!

O que realmente se pode compreender como planograma de supermercado?

Inicialmente, considerando uma definição mais generalista, o planograma pode ser entendido como uma ferramenta que viabiliza tanto um controle maior sobre o fluxo de mercadorias quanto a otimização da exposição do mix de produtos. Conhecido também como “plano de gôndola”, via de regra, sua apresentação se dá por meio de um desenho gráfico, que, além de ter o seu foco voltado para a forma como as mercadorias serão distribuídas nas gôndolas, determina:

  • a quantidade de produtos que serão expostos;
  • a extensão de cada fileira de mercadorias;
  • a altura de cada coluna de produtos;
  • a separação dos diversos tipos de itens comercializados.

Em geral, sua elaboração leva em consideração alguns elementos, como:

  • o perfil de consumo do público-alvo;
  • o mix de produtos que o supermercado oferece;
  • as mercadorias mais comumente procuradas;
  • a disponibilidade do estoque;
  • a margem de lucro dos produtos vendidos.

Como essa ferramenta de visual merchandising pode ser útil ao supermercado?

Para compreender a tamanha relevância que um planograma de supermercado tem para o PDV (ponto de venda), coloque-se, por um momento, na posição de consumidor e imagine que você entra em um estabelecimento procurando alguns itens específicos a partir de uma listinha enxuta, como suco, cereais integrais e iogurte natural. Contudo, logo após iniciar a procura, percebe que os produtos buscados estão distribuídos pelas prateleiras de um modo completamente aleatório.

Então, uma tarefa que, inicialmente, seria simples e não demandaria mais do que alguns poucos minutos, passa a exigir não só mais tempo, mas também uma dedicação maior — principalmente se você estiver em busca de marcas específicas. Embora o cenário descrito possa parecer um caso “extremo”, a partir dele, torna-se possível entender o que ocorre, mesmo que em menor escala, quando os gestores agem com negligência em relação ao planograma.

A grande verdade é que mais do que nunca, os atuais clientes — chamados também de consumidores 4.0 — desejam uma experiência de compra eficiente, satisfatória e rápida. Logo, qualquer tempo considerado “perdido” em estabelecimentos físicos tem o potencial de gerar uma grande insatisfação. Inclusive, essa é uma das razões que, nos últimos tempos, têm levado o público a optar por serviços delivery.

Nesse sentido, o planograma de supermercado é o meio indispensável para evitar esse cenário, garantindo que a distribuição dos produtos comercializados seja harmoniosa e, inclusive, torne-os mais acessíveis àqueles que poderão se interessar em adquiri-los. Com isso, as principais vantagens percebidas em pouco tempo são:

  • a elevação do número de vendas, afinal, ao identificar as mercadorias que os consumidores costumam comprar com uma frequência maior, é possível posicioná-las estrategicamente nas gôndolas, deixando-as em destaque;
  • o aumento do ticket médio, porque a forma como os produtos são distribuídos nas prateleiras — quando bem pensada — é capaz de elevar o número de compras por impulso, já que determinados itens são mais facilmente vistos enquanto, por exemplo, o consumidor procura outros;
  • a promoção de uma experiência de compra mais positiva, pois, ao deixar os itens que o público mais adquire à vista, a praticidade inerente ao processo de compras será maior, o que, por sua vez, impactará a satisfação dos compradores de forma positiva e pode, inclusive, contribuir para fidelizá-los.

Como elaborar um planograma de supermercado bem pensado?

Para elaborar um “plano de gôndola” estrategicamente pensado, um dos principais pontos que se deve ter em mente é a necessidade de facilitar o processo de compra para o público-alvo do estabelecimento ao mesmo tempo em que, preferencialmente, estimula-se aquisições impulsivas. Embora alguns fatores mais específicos sofram variações de acordo com algumas especificidades do seu supermercado e daqueles que habitualmente o frequentam, via de regra, algumas dicas-chave podem ajudá-lo nesse sentido. A seguir, confira quais são:

  • identifique os hábitos dos clientes do supermercado, pois isso o permitirá coletar todas as informações fundamentais sobre as mercadorias que são consideradas mais relevantes para quem frequenta o estabelecimento;
  • certifique-se de que os itens que geram uma lucratividade maior estejam mais evidentes, utilizando-se, inicialmente, de análises de âmbito interno para reconhecer as mercadorias que têm um potencial de ROI maior. A partir disso, posicione-as em locais mais visíveis, preferencialmente na linha de visão de quem anda pelos corredores;
  • posicione os produtos mais vendidos tão distantes quanto possível da entrada do supermercado. Acredite: isso não vai de encontro ao que dissemos acerca de ter como objetivo tornar o processo de compra facilitado para o consumidor. Ao entrar no estabelecimento, o cliente ainda saberá onde encontrar o que procura, apenas, para isso, atravessará um caminho maior, o que elevará o seu tempo de permanência no local e, igualmente, aumentará as chances de que, ao longo do percurso, ele se interesse por outras ofertas;
  • defina qual será o layout do seu supermercado, porque, por mais bem planejado que ele seja, é possível que, a partir de uma análise acurada, você identifique a necessidade de fazer algumas modificações. Um bom exemplo nesse sentido é montar stands voltados para a disposição de itens vendidos a um preço promocional em áreas estratégicas — por exemplo, em setores menos visitados. Dessa forma, quando os clientes se dirigirem até o local em que os produtos são vendidos com descontos atrativos, as chances de que eles notem outras mercadorias dispostas nos arredores são maiores, o que pode aumentar o ticket médio.

Como você pôde ver, um planograma de supermercado, se bem pensado e bem-feito, pode fazer uma grande diferença, não apenas elevando os níveis de satisfação do seu público-alvo, mas também aumentando as suas receitas — inclusive em períodos de baixa demanda. Portanto, se você ainda não considerava a disposição estratégica do seu mix de produtos nas gôndolas, é hora de começar a fazê-lo, levando em consideração, entre outros aspectos, o perfil de seus consumidores e as mercadorias que geram maior lucratividade.

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