Panorama do atacarejo no Brasil: dados e estratégias para ampliar seus resultados ainda este ano

O atacarejo como protagonista do varejo nacional

Poucos formatos evoluíram tanto, tão rápido e com tanta consistência quanto o atacarejo no Brasil. De modelo alternativo a gigante de participação, o canal híbrido entre atacado e varejo tem se consolidado como a principal escolha de milhões de brasileiros.

Segundo dados de 2025 da NielsenIQ e da ABAAS, o atacarejo é o maior canal em vendas de produtos alimentares e com o maior crescimento do setor por dois anos consecutivos. A adesão do consumidor ao modelo é clara: preços baixos, flexibilidade para grandes volumes e, mais recentemente, digitalização da experiência. Esse novo atacarejo — menos industrial e mais estratégico — exige novos olhares e tecnologias para garantir margem, giro e gestão eficiente.

No artigo de hoje, iremos explorar o atual cenário do atacarejo e trazer reflexões práticas sobre o valor deste modelo de negócio para o segmento como um todo. Vamos dar uma olhada? Continue a leitura!

Sumário

Os números mais recentes: crescimento, volume e competitividade

O relatório mais recente da NielsenIQ, conforme citamos na introdução, aponta que o atacarejo foi, mais uma vez, o canal com maior crescimento real em valor no varejo alimentar. No primeiro trimestre de 2025, o canal avançou 13,9% em relação ao mesmo período de 2024, consolidando sua força mesmo em cenários econômicos instáveis.

Entre os fatores que explicam esse desempenho estão:

  • O aumento da frequência de compras no canal, inclusive entre consumidores das classes A e B.
  • O foco em itens de primeira necessidade e na reposição de grandes volumes.
  • A ampliação do sortimento de produtos perecíveis, que transformaram o atacarejo em alternativa não só para abastecimento, mas também para compras semanais.

Além disso, os atacarejos vêm aprimorando sua operação com tecnologias de autosserviço, PDVs mais inteligentes, curadoria de sortimento regionalizado e integração digital com filiais e centros de distribuição.

As 5 maiores redes do país: todas com presença no atacarejo

A força do canal também se comprova no ranking da ABRAS 2025, com base em dados de faturamento de 2024. Entre as cinco maiores redes do país, todas operam com força no modelo atacarejo:

  1. Carrefour Brasil – R$ 120,6 bilhões
  2. Assaí Atacadista – R$ 80,6 bilhões
  3. Grupo Mateus – R$ 36,4 bilhões
  4. Supermercados BH – R$ 21,3 bilhões
  5. GPA (Grupo Pão de Açúcar)– R$ 20 bilhões

O ranking da ABRAS elencou as 30 maiores redes do Brasil, com base nas informações 1.251 empresas participantes. Para conferir a lista completa, basta assistir ao vídeo publicado pela associação. Clique abaixo e veja na íntegra!

Um consumidor mais estratégico pede um operador mais analítico

A preferência crescente do consumidor pelo atacarejo, embora marcada pela economia, está longe de ser exclusivamente baseada em preço. As pesquisas recentes também mostram que os consumidores estão comparando mais antes de comprar, valorizando lojas com reposição inteligente, buscando agilidade no pagamento e no checkout, além de desejar cada vez mais variedade sem excesso de opções.

Essas mudanças no comportamento exigem dos gestores de atacarejo um modelo de gestão mais técnico, amparado em dados e com capacidade de adaptação em tempo real. A velha lógica do “estoque alto e margem baixa” já não é suficiente.

É nesse ponto que o ERP se torna decisivo. Ele permite, por exemplo:

  • Monitorar em tempo real os itens de maior giro por região;
  • Ajustar preços com base em metas de rentabilidade por categoria;
  • Automatizar compras com base em rupturas previstas;
  • Integrar dados de lojas, CDs e canais digitais em uma única visão de gestão.

Atacarejo, ERP e diferenciação competitiva

O fato é que, em um canal cada vez mais promissor e com inegável crescimento, o ganho de produtividade virou uma prioridade. Nesse sentido, o ERP passa a ser, portanto, não apenas uma ferramenta operacional, mas uma alavanca estratégica.

É com ele que redes de atacarejo conseguem evitar perdas por excesso ou ruptura, otimizar o desempenho da operação com decisões baseadas em dados, automatizar processos e modernizar o negócio como um todo. 

Na prática, o ERP se torna o cérebro por trás de uma operação que precisa responder rápido a variações de preço, volume, comportamento de compra e logística.

Como a CISS tem ajudado atacarejos a se modernizar?

Ao longo dos anos, a CISS se consolidou como parceira estratégica de grandes e médias redes atacarejistas em todo o país. Com soluções de ERP especializadas no varejo alimentar, a empresa oferece tecnologias que conectam estoque, compras, logística, financeiro e PDV em uma única plataforma. Isso permite que gestores tenham uma visão clara e unificada do negócio, identificando oportunidades de ganho de margem, redução de perdas e aumento do giro de estoque.

Mais do que fornecer software, a CISS atua lado a lado com o varejista para adaptar processos, treinar equipes e implementar recursos de automação que respondem rápido às mudanças de mercado. O resultado é um atacarejo mais ágil, competitivo e preparado para manter a fidelidade do consumidor em um cenário de forte concorrência.

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O futuro do atacarejo no Brasil é agora

Por fim, podemos afirmar que o atacarejo já se consolidou como um canal maduro, competitivo e protagonista no consumo alimentar no Brasil. Mas, mais do que operar em volume, o sucesso nesse segmento depende da capacidade de ler os dados, ajustar a operação com inteligência e evoluir constantemente.

Em um mercado onde “vender barato” é regra, diferencia-se quem entrega eficiência com precisão. E isso exige mais do que estoque. Exige visão de negócio, controle total das variáveis e agilidade para agir com antecipação.


FAQ – Atacarejo no Brasil

O que é atacarejo?
É um modelo de varejo que mistura características do atacado (venda em grandes volumes, preços menores) com o autosserviço do varejo tradicional. É comum que as redes atendam tanto pessoas físicas quanto jurídicas.

O atacarejo ainda está crescendo?
Sim. Em 2025, o atacarejo cresceu 13,9% em valor no varejo alimentar e ampliou sua participação no consumo das famílias brasileiras. A tendência é de crescimento sustentado, especialmente em regiões com menor presença de supermercados tradicionais.

Quais os maiores atacarejos do Brasil?
Atacadão (Grupo Carrefour), Assaí e Grupo Mateus estão entre os maiores operadores. Todos aparecem entre os 10 maiores varejistas do país em faturamento.

Por que o atacarejo exige gestão mais técnica?
Porque o modelo opera com margens reduzidas e alta complexidade de giro, mix e logística. Sem controle em tempo real e automação de processos, o risco de perdas ou rentabilidade comprometida é elevado.

Qual a importância do ERP nesse modelo?
O ERP é essencial para integrar estoques, acompanhar o desempenho de vendas por loja, automatizar compras e garantir que cada categoria tenha o sortimento ideal. Ele permite agir com rapidez diante de qualquer variação operacional ou comercial.


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