Um dos maiores problemas que varejistas e clientes têm enfrentado são as fraudes de pagamento. Com a ampliação do acesso a meios de pagamentos, o aumento no número de e-commerces e a digitalização do sistema bancário, as ações relacionadas aos cartões de crédito estão crescendo. 

Mesmo que o chargeback possibilite segurança às vítimas que não fizeram compras, mas foram cobradas por elas, as lojas devem investir em ações para evitá-lo, diminuindo tanto o desgaste com consumidores e administradoras, quanto possíveis perdas financeiras.

Por isso, selecionamos informações importantes neste artigo para você entender mais sobre o conceito de chargeback e saber como se prevenir. Confira!

O que é chargeback?

Esse termo pode ser traduzido como reversão de cobrança. O chargeback é usado para designar o cancelamento do pagamento de compras pela operadora do cartão de crédito. Ocorre da seguinte maneira:

  1. identificação de uma operação irregular;
  2. solicitação do cancelamento da compra;
  3. análise pela instituição financeira;
  4. validação do pedido;
  5. cancelamento do repasse do valor ao adquirente e devolução para o cliente.

Sua finalidade é proteger os consumidores de problemas, em especial nas transações com meios de pagamento digitais. Há diversas situações relacionadas ao chargeback, como:

  • desacordo comercial;
  • autofraude;
  • fraude de terceiros.

Qual é a diferença entre chargeback e estorno?

Apesar de ambos envolverem o cancelamento da compra, no chargeback a solicitação parte do consumidor (que não efetuou a aquisição), para a operadora do cartão que realiza toda a transação. Já o estorno acontece quando a loja cancela a operação e efetua o ressarcimento devido à desistência ou devolução.

Como evitar o chargeback?

O chargeback tem como objetivo proteger o consumidor, mas faz com que o estabelecimento demore a descobrir o que houve e arque com o prejuízo. Para isso, os varejistas devem implementar ações para prevenir as fraudes que originam a reversão do pagamento, tanto no e-commerce quanto nas lojas físicas. Veja algumas delas.

Faça a gestão de riscos

A gestão de riscos é um conjunto de atividades que consiste em conhecer, prever, impedir ou agir de forma contingente em relação a eles. No caso de evitar fraudes de cartão de crédito, é necessário que os estabelecimentos comerciais:

  • mapeiem os tipos de ações criminosas mais comuns;
  • estabeleçam critérios de venda;
  • eduquem seus colaboradores;
  • invistam em compliance e segurança de dados;
  • apliquem soluções contra ciberataques.

Implemente sistemas antifraude

Sistemas antifraude são ferramentas fornecidas por empresas especializadas e que podem ser incorporadas no seu site ou aos meios de pagamentos, diminuindo, antecipando e combatendo situações duvidosas.

Com base em Inteligência Artificial, a partir de uma base de dados, esses sistemas definem padrões de consumo, analisam as operações enquanto elas acontecem e identificam as compras fora do normal, notificando e bloqueando as transações.

Disponibilize formas de pagamento mais seguras

Como o cartão de crédito permite o parcelamento das compras, reduzindo o risco de inadimplência para as empresas e diminuindo a burocracia no processo para o público, ele passou a ser o meio de pagamento mais utilizado, principalmente para compras online.

Mesmo em operações na função débito, o cartão agiliza a liberação da entrega. Desse modo, não aceitá-lo diminui o volume de vendas.

Nada impede, no entanto, de o negócio disponibilizar e até mesmo incentivar outras formas de pagamento. Uma opção mais segura é o boleto bancário. Ideal para quem está com restrições de crédito, ele minimiza o risco de fraudes, portanto, de chargebacks. Uma boa ideia é oferecer um desconto, uma vez que essa modalidade é voltada para compras à vista.

Conte com intermediadores de pagamento

Outra maneira de se proteger é contar com intermediadores de pagamento. Além de aumentar a segurança, eles auxiliam a tornar o checkout mais ágil. Na hora de contratar esse serviço, é importante conhecer a reputação do fornecedor, pois ele se torna responsável pelas transações financeiras das vendas da sua empresa. Além disso, é interessante saber qual tecnologia antifraude o sistema usa e pesquisar sua eficácia.

Use ferramentas de automação

Ainda no campo das inovações de TI para o varejo, utilizar sistemas de automação para funções como conciliação de vendas, gestão financeira e contábil ou integração de meios de pagamento com o software de PDV pode ampliar o nível de segurança. 

Essas ações favorecem o acompanhamento das operações, que passam a ser unificadas, e assim a conferência das transações é automatizada, liberando tempo e minimizando erros humanos durante o processo de controle.

Contrate entregas com aviso de recebimento 

As empresas de logística — como os Correios e as transportadoras, que fazem a entrega das mercadorias vendidas — oferecem serviços com opção de aviso de recebimento. O AR e outros tipos de confirmação, assim como recursos que identificam o recebedor, apesar de custarem mais do que os envios comuns, são investimentos na prevenção de fraudes que envolvem chargeback.

Mantenha contato com o consumidor

Outra ação que envolve a troca de informações com o cliente são os e-mails de aviso de compra e confirmação da operação. Eles são um meio de saber do cancelamento antes de enviar a mercadoria.

Manter uma equipe de atendimento ao consumidor preparada para lidar com situações nas quais o dono do cartão não efetuou a transação e quer cancelar, e ter canais de comunicação ativos e ágeis são ações que tornam o estorno uma opção viável para o público, evitando prejuízos para o seu negócio.

Reúna informações relevantes

A aprovação do chargeback costuma se basear na análise do comportamento do consumidor pela administradora. As operadoras não querem ser coniventes com as situações em que o cliente cancela para não pagar um produto que recebeu.

As informações usadas nessa avaliação podem ser suas aliadas. O histórico do cliente e o score de crédito indicam quem são os bons compradores. Confrontar dados como endereço de entrega, e-mail, número do IP, histórico de compras e de parcelamentos ou uso de meios de pagamento possibilita identificar e impedir compras fraudulentas.

Qual é a importância de evitar o chargeback?

A conta do chargeback acaba sendo paga pela loja. A incidência elevada desse tipo de situação é um risco para a manutenção do negócio, causando efeitos negativos tanto no aspecto financeiro quanto na credibilidade da empresa — que pode ser negativada pela administradora de cartão de crédito. Preveni-lo, portanto, é de fundamental importância para assegurar a sobrevivência no mercado.

O chargeback é um risco que os varejistas correm. Para que não impeça a viabilidade da sua loja, use as dicas deste artigo e evite fraudes relacionadas a ele, garantindo a competitividade e a continuidade da sua empresa.

Se você quer prevenir outras perdas financeiras, confira este artigo do nosso blog e descubra como o controle das contas pode ajudar.

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