O planejamento financeiro corporativo é crucial para que qualquer negócio se mantenha ativo e sobreviva aos altos e baixos do mercado. Por isso, a gestão deve ser feita a partir de uma sequência de procedimentos administrativos, que partem das atividades de rotina.

Para ajudar na organização do seu empreendimento, apresentamos a seguir 5 dicas e boas práticas capazes de otimizar o controle financeiro da sua loja. Confira!

1. Gerencie o fluxo de caixa

Imagine o proprietário de uma empresa que quita todos os seus débitos, recolhe todos os seus lucros, mas não conhece pontualmente o montante total que recebe e que gasta mensalmente. Ter noção de quanto entra e quanto sai do caixa é indispensável para um gerenciamento financeiro mais preciso e eficiente.

Portanto, a primeira recomendação é ficar atento ao fluxo de caixa, buscando compreender as transações realizadas. É importante registrar todas as movimentações a fim de simplificar o controle sobre suas finanças.

Para aumentar a efetividade dessa tarefa, é fundamental se atentar aos prazos médios de pagamento e recebimento — termos utilizados na gestão empresarial, mas bem simples de compreender. Vamos a eles.

Prazo Médio de Pagamento (PMP)

É a média do tempo em dias entre o período da compra e o pagamento definitivo ao fornecedor. Por exemplo, se sua loja adquire mercadorias e divide o débito em 2 vezes (1+1), seu PMP será de 50% à vista e 50% após 30 dias.

Prazo Médio de Recebimento (PMR)

É a média do tempo em dias entre a venda e o efetivo recebimento do dinheiro. Por exemplo, se sua loja parcela um produto em 4 vezes sem entrada (0+1+1+1+1), seu PMR será de 0% à vista, 25% em 30 dias, 25% em 60 dias, 25% em 90 dias e 25% em 120 dias. Uma informação importante: os juros foram desconsiderados nesse cálculo, porém, você pode optar por incluí-los, visto que demora um pouco mais para receber a totalidade desse tipo de venda.

Vale ainda frisar que um estabelecimento pode ter Prazos Médios de Recebimento muito diferentes, dependendo dos produtos que adquire ou comercializa. Vamos a mais um exemplo.

Imagine um mercado que conta com uma enorme variedade de itens, desde os mais básicos de alimentação até eletrodomésticos. Nesse contexto, há PMR reduzidos — resultado dos alimentos vendidos à vista — e mercadorias com PMR mais extensos, atingindo até 360 dias — como máquinas de lavar roupas e refrigeradores, vendidos em até 12 vezes.

2. Adote o hábito de ter metas

Desafie a capacidade de sua empresa definindo metas tangíveis e possíveis de serem alcançadas. Sendo fundamental ter recursos que possibilitam monitorar a performance da organização e avaliar a necessidade de melhorar os processos e revisar os planos estratégicos.

Um empreendimento de sucesso precisa de dados e informações exatas, em tempo real, para não correr o risco de tomar decisões erradas. Um simples equívoco no orçamento pode prejudicar seriamente as finanças e fazer com que a empresa diminua sua carteira de clientes e reduza seu alcance para os concorrentes.

Em razão disso, é necessário que você, gestor, selecione um conjunto de metas que devem estar relacionadas à aplicação das finanças, como:

  • expandir o faturamento;
  • reduzir o custo fixo;
  • aumentar o prazo de pagamento com os fornecedores;
  • conseguir mais descontos junto aos fornecedores;
  • dar prioridade ao pagamento de empréstimos em curto prazo;
  • aumentar a área de investimento com mercadorias e serviços próprios;
  • diminuir o prazo de recebimento do contas a receber.

Com isso, certamente sua rede estará mais bem coordenada para desenvolver-se com sustentabilidade, desde que estipule metas e objetivos possíveis de serem concretizados e cumpridos.

3. Utilize índices de liquidez

Os índices de liquidez são aplicados com frequência no planejamento financeiro da maioria das empresas, pois eles fazem a análise de crédito e mostram quanto de capital a companhia possui para pagar suas obrigações com terceiros. A capacidade de pagamento de um empreendimento é calculada por meio de um resultado que compara e avalia os valores de seu ativo com os valores de seu passivo.

Em suma, a solvência de um negócio necessita de um bom controle de ciclo financeiro e fluxo de caixa, além de suas aptidões para obter lucros e de traçar boas estratégias de investimento e financiamento.

Existem 4 tipos de índices de liquidez, porém, falaremos dos 2 mais utilizados. Continue a leitura.

Liquidez corrente

A liquidez corrente (ou comum) verifica o potencial da empresa em quitar suas obrigações financeiras em curto prazo. Esse parâmetro é referência para a maioria dos pagamentos e revela a saúde financeira do negócio.

O cálculo é feito da seguinte maneira: divide-se os ativos circulantes de curto prazo —– aplicações financeiras, estoque, dinheiro em caixa etc. — pelo passivo circulante — compromissos fiscais, empréstimos/financiamentos, pagamento de fornecedores, entre outros.

Para que o resultado seja certeiro, é fundamental que o balanço do empreendimento seja atualizado constantemente.

Liquidez seca

Semelhante à liquidez corrente, a liquidez seca também mede a potencialidade de obter rendimentos em curto prazo. A única diferença é que o estoque é desconsiderado. Dessa forma, é possível descobrir o verdadeiro valor do ativo circulante, ainda que a companhia não seja capaz de comercializar ou utilizar os produtos.

O cálculo é realizado da seguinte forma: remove-se o estoque do ativo circulante e depois divide-se esse valor pelo passivo circulante.

Fique atento aos resultado dos cálculos para saber a capacidade da sua empresa em realizar os pagamentos das obrigações.

Se o resultado for:

Maior que 1: demonstra que tem recurso disponível para uma possível liquidação das obrigações.

Se igual a 1: os valores dos direitos e obrigações a curto prazo são proporcionais.

Se menor que 1: a situação está complicada, pois não haveria disponibilidade suficientes para quitar as obrigações a curto prazo, caso fosse preciso.

4. Tente prever diferentes cenários

O planejamento financeiro corporativo nunca deve ficar limitado a um único contexto. É imprescindível fazê-lo considerando diferentes cenários, o que compreende situações de maior cautela e momentos mais propícios para investimentos.

Os resultados conquistados pela empresa, o comportamento dos clientes e as ações da concorrência são fatores que precisam ser considerados no controle das finanças.

Vamos supor que uma loja de materiais de construção obteve lucros consideráveis nos últimos 24 meses. Pensando em ampliar a participação no setor, o proprietário opta por fazer um investimento em uma das unidades. No entanto, somente após executar a estratégia, percebe que o público local teve uma baixa na renda, prejudicando o comércio. Se essa condição tivesse sido devidamente avaliada no planejamento das estratégias, o gestor não teria tomado essa decisão.

A capacidade de prever circunstâncias é um elemento cada vez mais significativo para uma empresa vencer as dificuldades e garantir um bom desempenho.

5. Procure negociar com fornecedores

A boa convivência com os fornecedores deve ser cultivada, afinal, um empreendimento deve contar com produtos de alta qualidade com o menor custo possível. Essa conduta é fundamental para definir preços competitivos e fidelizar mais clientes.

Ademais, é uma maneira de diminuir a probabilidade de endividamentos. Caso seja necessário realizar um empréstimo, o recomendado é acordar juros e prazos para as parcelas não impactarem na qualidade das mercadorias e serviços. Proprietários e gestores que cuidam das finanças corretamente têm mais chances de realizar investimentos e de negociar condições mais adequadas de pagamentos com fornecedores e bancos.

Esperamos que as dicas de como fazer um bom planejamento financeiro corporativo possam ajudá-lo a melhorar a gestão de finanças da sua organização. Para dar mais um passo rumo à organização e a estratégias para melhores resultados, é só colocar todas as sugestões em prática com o auxílio de um sistema ERP.

Ao utilizar esse tipo de solução, as análises monetárias ficam mais ágeis, dinâmicas e precisas, graças aos dados coletados e relatórios obtidos ao longo das obrigações de rotina.

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