Em termos práticos, a ruptura de estoque acontece quando algum produto fica em falta em uma empresa. Em negócios varejistas, como supermercados, lojas de materiais para construção, atacarejos, entre outros, esse é um fator que ganha ainda mais peso e deve ser monitorado.

Isso porque, nesse tipo de negócio, o consumidor frequentemente precisa do produto na hora em que está no estabelecimento. Ao não encontrar o que deseja, é provável que ele faça uma visita ao concorrente para efetuar a compra. Além disso, o cliente pode se frustrar com a empresa e, a médio prazo, deixar de comprar no estabelecimento.

A consequência disso é uma série de problemas para o seu comércio, como a dificuldade de administrar o seu fluxo de caixa, a diminuição do seu capital de giro e uma baixa lucratividade. Por isso, é fundamental estar atento para evitar que a sua empresa perca uma venda e, talvez, o cliente.

Confira neste post as principais causas da ruptura de estoque e — melhor ainda — 4 dicas de como eliminá-la no seu estabelecimento!

Principais causas da ruptura de estoque

Diferentes situações podem levar à ruptura de estoque. Por isso, é importante ficar atento ao ambiente interno e externo da sua empresa para conseguir se precaver. Abaixo, listamos algumas de suas principais causas.

Gestão inadequada

Muitos dos problemas de uma empresa estão diretamente ligados a uma gestão ineficaz. Com a ruptura de estoque, não é diferente. É comum, por exemplo, que essa situação seja causada por uma compra insuficiente.

Isso pode ser resultado de uma falha no fluxo de caixa, que impede o gestor de comprar a quantidade que precisa. Ou pode acontecer por um erro de análise da média de saída de um produto, o que faz a compra ser menor do que a necessária até a próxima visita do fornecedor.

Outro aspecto a ser observado é a validade do produto. Isso porque, muitas vezes, o gestor faz a contabilidade do seu estoque e acha que tem itens suficientes, mas, na verdade, muito do que está ali tem vencimento próximo ou expirado, obrigando-o a retirar esses produtos da prateleira.

Fornecedores atrasados

Às vezes, a gestão do negócio vai bem e, ainda assim, acontece a ruptura de estoque. Isso pode acontecer devido a um problema com o fornecedor. Por isso, é necessário estar atento aos prazos estipulados pelo vendedor e verificar se ele os cumpre.

A dica, então, é sempre ter na manga mais de um fornecedor para o mesmo produto. Desse modo, se você perceber que um vendedor está pisando na bola frequentemente, pode entrar em contato com outro para substituí-lo.

Mudança de hábito dos consumidores

Algumas razões que acarretam a ruptura de estoque podem estar fora do ambiente da empresa, como uma mudança de hábito dos consumidores. Embora isso não seja tão comum, ainda acontece com certa frequência.

Um exemplo são as campanhas de marketing para produtos específicos. Os itens relacionados a Pokémon sempre venderam razoavelmente bem nas lojas de brinquedos. No entanto, após o lançamento do Pokémon Go, em 2016, a procura tornou-se muito mais intensa.

As lojas que não identificaram isso com antecedência, provavelmente, perderam uma boa oportunidade de vendas ao verem os produtos relacionados ao desenho em falta.

Sazonalidades

Outra questão é a análise das sazonalidades de cada produto. Sorvetes vendem bem mais no verão do que no inverno. Já queijos e chocolates saem mais no inverno. Enfim, alguns produtos apresentam diferentes volumes de venda durante o ano.

Por isso, é necessário se atentar à época de mais saída para evitar que eles faltem na sua empresa.

E se as causas para a ruptura de estoque são muitas, também temos várias ações que podem evitar que isso aconteça em seu negócio. Abaixo, listamos 4 dicas práticas. Confira!

1. Controle eficiente do estoque

O controle de estoque é o item mais importante da lista. E isso vai além da simples compra de produtos — é preciso comprar certo!

Isso porque, se a ruptura de estoque é um problema, o inverso também pode ser: comprar muitos produtos que têm pouca saída vai atrapalhar o seu capital de giro. Portanto, esse controle deve ser eficiente para andar na linha tênue entre o comprar pouco e o comprar demais.

Outra questão é olhar frequentemente as datas de validade daquilo que está no estoque da empresa. Uma dica é posicionar os itens novos atrás dos que já estavam na prateleira. Esse é um sistema de armazenagem conhecido como FIFO (first in, first out) — o que, traduzindo, significa “primeiro a entrar, primeiro a sair”.

Isso ajuda a evitar que os produtos percam a validade, já que os mais antigos no estoque da empresa saem primeiro, e diminui o risco de você perder produtos e deixar sua loja desabastecida.

2. Conhecimento do consumidor

Conhecer o consumidor e os seus hábitos de consumo é fundamental para entender como serão realizadas as compras, principalmente nos casos de empresas que estão abrindo unidades em outros territórios.

Por exemplo: o consumo de açaí congelado é muito maior nas regiões Sul e Sudeste do Brasil do que na Norte, onde é mais comum a fruta. Ao mesmo tempo, o tipo de telha vendida no Sul do país, um lugar mais frio, é diferente do habitualmente utilizado no Nordeste, onde o calor é predominante.

Por isso, conhecer o consumidor para quem você irá vender é fundamental para pautar os produtos e suas respectivas quantidades, e evitar tanto a ruptura quanto a sobra de itens no seu estoque.

3. Reposição do estoque

A reposição do estoque é essencial para evitar a ruptura. Assim, é necessário ter o conhecimento da média de giro de cada item que você tem dentro do estabelecimento, a fim de pautar a quantidade que será comprada.

Por exemplo: se você vende 10 sacos de farinha por dia e o fornecedor passa a cada 10 dias, demorando 3 para entregar, é necessário, no mínimo, a compra de 130 sacos a cada visita (isso sem contar uma margem de segurança).

A compra realizada na quantidade certa é o que vai fazer o seu cliente sempre encontrar aquilo que procura quando fizer uma visita ao seu estabelecimento.

4. Automação das compras

A maneira mais prática de fazer todo esse controle é com a automação das compras. Atualmente, existem sistemas de gestão que facilitam esse trabalho por meio da configuração de estoque mínimo.

Um exemplo: se determinado item vende 100 unidades por dia e o fornecedor leva 5 dias para entregar, o sistema alerta que é necessário entrar em contato com ele sempre que o estoque atingir a marca de 500 unidades.

Esse é um modo prático de gerenciar o negócio, pois diminui consideravelmente a possibilidade de erros e garante que nenhum produto falte na sua empresa.

Se você quer evitar que a ruptura de estoque aconteça em seu estabelecimento, entre em contato com a gente. Nossos consultores podem indicar as melhores soluções em sistemas para supermercados, lojas de materiais de construção e atacarejos!