Quando optamos por ter um empreendimento próprio, torna-se necessário lidar com várias dificuldades e desafios no dia a dia. O controle de estoques é um exemplo disso.

A boa notícia é que existe uma ferramenta mundialmente conhecida capaz de auxiliar os empreendedores nessa atividade. Trata-se da curva ABC, um método de categorização que determina quais produtos são os mais importantes para a empresa.

Mas você sabe como utilizá-la? Para ajudar na gestão do seu negócio, neste artigo, vamos oferecer mais detalhes sobre esse assunto e mostrar como fazer a curva ABC. Acompanhe!

Curva de experiência ABC

Como explicado, a curva ABC é utilizada no gerenciamento de estoques e tem como principal objetivo oferecer informações que permitam categorizar os itens de grande impacto e importância para a empresa. Esse método também é conhecido como regra 80/20 ou Diagrama de Pareto.

A curva ABC classifica os itens de estoque da seguinte forma:

  • A (20%) —  65% do valor de consumo ou demanda;
  • B (30%) — 25% do valor de consumo ou demanda;
  • C (50%) — 10% do valor de consumo.

Especificidades de cada categoria

Para aprender como fazer a curva ABC, é necessário entender a que se refere cada uma das classes. Veja a seguir.

Itens de Classe A

É a parte de maior valor, consumo e demanda do estoque. Para determiná-la, é necessário utilizar a fórmula 80/20, sendo 20% os produtos que representam 80% do total de toda venda. Vamos a um exemplo.

Em um empreendimento — seja uma loja, um supermercado ou uma padaria — há 1 mil itens para serem vendidos e fatura-se R$ 30.000,00 por mês.

O percentual de 20% desses produtos — ou seja, 200 itens — condiz a 80% da venda total. Assim, chega-se à conclusão de que os itens de classe A correspondem a R$ 24.000,00 do total da venda.

É importante observar que geralmente não são muitos os itens que geram a maior parte da receita.

Itens de classe B

São os itens de estoque de valor ou quantidade intermediária. No gráfico, essa curva é integrada por 30% dos itens, os quais correspondem a 15% do valor total do faturamento. Continuando o exemplo, tem-se a seguinte situação.

No mesmo empreendimento — em que há 1 mil itens sendo vendidos, com faturamento de R$30.000,00 por mês — são 300 os produtos da curva B, os quais geram a renda mensal de R$4.500,00.

Essa situação faz com que a curva B fique bem mais baixa que a curva A.

Itens de classe C

São os itens de menor valor e importância para o empreendimento. Para formar a curva C, são selecionados 50% do total dos produtos. No entanto, esses itens devem corresponder a apenas 5% do faturamento total mensal. Voltemos mais uma vez ao exemplo.

Na empresa usada como parâmetro, 500 itens — do total de 1 mil — somam R$ 1.500,00 do faturamento mensal. Ou seja, se referem a 5% do total.

Algumas características da curva ABC

Agora que você já sabe do que se trata o método, deve ter percebido que para fazer a curva ABC é necessário refletir acerca das dificuldades do empreendimento e das especificidades do controle dos produtos. Afinal, antes de qualquer coisa, o lojista precisa entender de que forma cada item impacta nos custos e na rentabilidade.

Para poder empregar a estratégia adequadamente, também é importante determinar as prioridades e focar nas necessidades do negócio. Isso porque essa ferramenta tem relação direta com a prestação de serviços, e não só com a organização do estoque. Sendo assim, também é preciso também ter preocupação em relação à classificação dos clientes.

Cada empreendimento possui seu perfil de consumidor: alguns carecem de mais atenção, mesmo comprando pouco, outros adquirem maiores quantidades e há aqueles que vão à loja esporadicamente. Tendo isso em mente, fica fácil pensar que a curva ABC também pode ser aplicada ao clientes, e não apenas ao estoque.

Como fazer a curva ABC de clientes

Assim como a curva ABC de produtos, a curva de clientes classifica-os para obter as informações relacionadas ao volume de consumo de cada um. Vejamos as especificações de cada categoria.

Classe A

São os clientes mais presentes na loja, já que representam 80% de todo o faturamento. Compram tanto em maior quantidade quanto os itens mais caros.

Classe B

Os clientes da classe B são responsáveis por 15% do faturamento e não são tão ativos quanto os clientes da classe A.

Classe C

São pessoas que compram com menos frequência e optam pelos produtos mais baratos. Esse público representa 5% do faturamento.

Analisar os consumidores conforme a frequência de compra e o valor das aquisições ajuda muito a criar atendimento personalizado e a manter a fidelidade do cliente. Essa estratégia também é importante para conhecer as necessidades de cada um e a captar clientes em potencial.

Importância da curva ABC no controle de estoque

A partir da análise e da organização das mercadorias por meio da curva ABC, o controle de estoque fica muito mais direcionado, o que ajuda na otimização do tempo. Além disso, administrar todos os produtos de forma precisa contribui para que não sejam feitas compras desnecessárias, o que evita prejuízos, e pode-se priorizar a compra dos itens que têm maior saída.

Essa estratégia também auxilia na identificação dos produtos que podem ser colocados em promoção, com o objetivo de aumentar as vendas ou de dar saída às mercadorias que estão há muito tempo paradas.

Para finalizar este post de como fazer a curva ABC, sugere-se que você, logista, tenha em mente a seguinte situação: ao controlar o estoque por meio dessa estratégia, consequentemente, você mantém o controle de 80% do empreendimento. Lembre-se de que é muito mais vantajoso concentrar os esforços nos itens fundamentais para a lucratividade e o crescimento do empreendimento. Afinal, com toda correria e compromissos do dia a dia, cabe ao bom lojista classificar os afazeres por níveis de prioridade.

Você já tinha conhecimento dessa estratégia ou já utiliza a curva ABC em sua loja? De que forma você faz o controle do estoque? Compartilhe este post em suas midias sociais!