O varejo chega a 2026 com sinais mistos. De um lado, o relatório de Situação Macroeconômica da FGV/CEV mostra desaceleração do varejo, confiança do consumidor abaixo do ideal e pressão prolongada sobre o crédito. De outro, há avanços estruturais em tecnologia, digitalização e automação que reduzem custos e ampliam a eficiência operacional em toda a cadeia.
Segundo dados recentes da CNC (Confederação Nacional do Comércio), o endividamento das famílias brasileiras estabilizou, mas permanece em patamar elevado, reforçando a tendência de cautela no consumo. Esse cenário ajuda a explicar por que o varejo depende cada vez mais de previsibilidade, eficiência e inteligência de dados para manter margem e competitividade diante de um consumidor mais seletivo.
A seguir, exploramos os movimentos que devem moldar o varejo em 2026, combinando análises da FGV, projeções econômicas e comportamentos já observados na virada de 2025.
O cenário macroeconômico para 2026
O relatório da FGV evidencia que o consumo das famílias segue pressionado por taxas de juros ainda elevadas, desaceleração do crédito e aumento da cautela. Mesmo com expectativa de melhora gradual da renda real ao longo de 2026, o ambiente permanece desafiador para redes dependentes de volume e giro rápido.
As projeções de consumo mostram que, embora exista tendência de recuperação leve, o ritmo será lento, com forte dependência da estabilidade do emprego e do comportamento da inadimplência. O documento destaca também que o nível de confiança do consumidor continua abaixo das médias pré-pandemia, o que reforça um perfil de compra mais racional.
Outro ponto relevante é o crédito. Indicadores do Banco Central e da CNC apontam que, apesar de algum alívio gradual nas taxas, a concessão ainda é restrita, e as famílias seguem priorizando compromissos essenciais. Tudo isso contribui para um varejo mais conservador, onde eficiência operacional e estrutura de custos enxuta se tornam imprescindíveis.
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Tendências que devem impactar diretamente o varejo
O ambiente econômico projetado pela FGV para 2026 desenha um consumidor mais exigente, seletivo e atento aos preços. Isso se reflete em movimentos claros dentro do varejo.
A racionalização do consumo é um deles. O consumidor tende a comparar mais, comprar menos por impulso e priorizar categorias essenciais. Esse comportamento fortalece marcas que trabalham bem precificação, promoções inteligentes e gestão de estoque baseada em dados.
Outro movimento em ascensão é o crescimento das marcas próprias, tendência observada em diversos relatórios da NielsenIQ. Em momentos de maior cautela, produtos de qualidade equivalente com preços inferiores ganham espaço e aumentam participação nas gôndolas, pressionando a concorrência e mudando a dinâmica de negociação com fornecedores.
A adoção de IA generativa e automação avançada também deve acelerar. Tarefas repetitivas, gestão de categorias, relatórios de desempenho e previsões baseadas em séries históricas passam a ser automatizadas, liberando equipes para decisões de maior impacto. Essa transformação reduz custos, aumenta previsibilidade e melhora a capacidade de reação diante de oscilações do mercado.
Outro ponto importante é a expansão contínua do varejo de vizinhança e supermercados regionais. O relatório da FGV indica que formatos com menor custo operacional, proximidade do consumidor e maior flexibilidade de sortimento tendem a ganhar relevância em cenários de renda mais apertada.
Riscos que o varejista deve observar em 2026
O relatório de Situação Macroeconômica da FGV/CEV destaca uma previsão de retração para o varejo em 2026, o que sinaliza um ambiente de competição mais dura e margens mais apertadas.
Essa desaceleração deixa claro que negócios dependentes de alto volume de vendas precisam revisar modelos e fortalecer diferenciais competitivos. Margens podem ser pressionadas tanto por custos logísticos quanto por maior competição entre canais físicos e digitais. Além disso, a consolidação de grandes redes tende a continuar, ampliando o fosso entre empresas altamente eficientes e negócios com baixa capacidade de investimento.
Outro risco está na fragilidade do consumo. Mesmo com sinais de estabilização econômica, a cautela do consumidor deve se manter, especialmente nas classes mais afetadas pelo crédito caro e pelo orçamento comprometido. Essa dinâmica exige atenção redobrada ao mix de produtos, precificação, ruptura de estoque e performance de categorias de giro rápido.
O papel da tecnologia e da gestão baseada em dados para atravessar 2026
Enquanto o cenário exige cautela, ele também reforça a importância de uma estrutura tecnológica robusta. Redes que operam com dados em tempo real, processos integrados e controle preciso de estoque conseguem reagir melhor às oscilações econômicas.
Os ERPs ganham protagonismo nesse contexto porque centralizam informações de vendas, compras, perdas, estoque, giro e margens, permitindo decisões rápidas e baseadas em indicadores. Isso é essencial em um ano marcado por incertezas e necessidade de ajustes frequentes.
A inteligência de estoque também se torna estratégica. Prevenir perdas, evitar ruptura e planejar compras com base em séries históricas são pilares centrais para atravessar um ano de cautela. Sistemas como o CISSPoder ajudam a monitorar níveis críticos, automatizar pedidos e garantir que operações trabalhem com estoque ajustado ao comportamento do consumidor.
Outro ponto é a previsão de demanda. O uso de dados históricos, combinado com análises de tendência, melhora a assertividade das compras e evita exposição desnecessária ao risco. Em redes maiores, o cruzamento de dados entre unidades permite identificar padrões regionais e alocar recursos de forma mais eficiente.
Em paralelo, soluções como o CISSPlay, que organizam comunicação no PDV e integram campanhas diretamente ao ambiente de loja, ajudam a influenciar a decisão de compra justamente no momento mais crítico da jornada.
Tendências 2026: um ano de desafios e oportunidades guiadas por dados
2026 não será um ano simples para o varejo, mas será um ano claro. Os sinais econômicos já mostram que a competição será maior, o consumidor estará mais atento e a eficiência será decisiva. Redes que estruturarem processos, ajustarem custos e operarem com dados consistentes conseguirão transformar incerteza em oportunidade.
A CISS apoia varejistas que buscam atravessar ciclos econômicos com mais segurança e previsibilidade. Com sistemas integrados, indicadores confiáveis e ferramentas voltadas ao dia a dia da operação, é possível enfrentar 2026 com disciplina, inteligência e vantagem competitiva. Entre em contato conosco e saiba mais!
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FAQ
Quais são as principais tendências para o varejo em 2026?
Consumo mais racional, crescimento de marcas próprias, maior uso de IA e automação e fortalecimento do varejo de vizinhança.
Como o comportamento do consumidor deve mudar no próximo ano?
O consumidor tende a gastar com mais cuidado, comparar preços e priorizar categorias essenciais.
O que pode afetar margens e crescimento em 2026?
Pressão de custos logísticos, desaceleração do varejo e competição mais intensa entre redes.
Como a tecnologia ajuda em cenários de incerteza?
Ela centraliza dados, automatiza processos, melhora previsão de demanda e aumenta eficiência operacional.